De Campinas para o mundo, os Palhaços da Cidade surgiram quase como um improviso, mas logo mostraram que vieram para ficar. A banda, formada por Orsi (vocal), Copas (bateria), Athena (baixo) e Valetes (guitarra solo), mistura influências que passeiam entre rock, funk, reggae, folk, ska e MPB, sempre com uma forte dose de brasilidade e autenticidade. O que começou como um show solidário no Festival Reviva, em 2023, se transformou em um projeto coletivo cheio de identidade, parcerias e intensidade. Nesta entrevista, os integrantes falam sobre suas origens, inspirações, a cena musical de Campinas e os sonhos que projetam para o futuro — tudo com o espírito irreverente e questionador que define os Palhaços da Cidade.
Submundo do Som - Primeiramente gostaria que vocês se apresentassem. Quem é a banda Palhaços da Cidade?
Orsi - Bom, a banda palhaços da Cidade é uma banda autoral Campineira (interior de São paulo). Que toca uma grande mistura de vários gêneros com brasilidade. A formação se tem comigo Orsi como vocalista, Copas como baterista, Athena no baixo e Valetes na guitarra solo.
Miguel - Mais que um projeto musical, os palhaços surgiram como uma tentativa de mostrar pro mundo um pouco da nossa percepção e contar histórias que muitas vezes podem ser simples o suficiente pra serem complexas demais. assim como toda banda queremos viver do nosso sonho e alcançar o topo a partir da música
Submundo do Som - Vocês nasceram quase “às pressas”, para tocar no Festival Reviva em 2023. Como foi essa experiência de começar uma banda de forma tão repentina e solidária?
Orsi - Olha, foi bem bizarro! Eu tenho uma amiga que precisava de muita ajuda por conta de um câncer, então comecei a procurar soluções; uma delas foi montar um festival pra arrecadar fundos. Do nada eu consegui um bom contato com uma boa casa de shows e me falaram que eu poderia fazer uma sexta feira, o problema é que essa ligação na qual me avisaram aconteceu na quarta-feira da mesma semana. A gente fez acontecer.
Agora sobre a banda em si. Os meninos pegaram muito rápido, eu foquei em tirar músicas mais fáceis então foi um caótico objetivo. Como eu também já tinha várias autorais já aproveitamos e encaixamos no show também. E sobre solidão, foi muito pelo contrário, a gente sempre fez muito lado a lado com a banda Sammar, é realmente nossos maiores parceiros. Inclusive conheci os meninos abrindo o show da própria. Então eu sempre me senti muito abraçado e sortudo por ter não só eles como parceiros, mas como amigos.
Miguel - Assustador, mas todos pularam de cabeça no projeto e foi a primeira vez que nos provamos capazes de qualquer coisa, foi um marco pra desenvolver nossa audácia na cena musical e explorar novos horizontes
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| Foto: Divulgação |
Submundo do Som - Depois daquela primeira apresentação, o que fez vocês perceberem que valia a pena continuar juntos como banda?
Orsi - Olha, até que demorou pra gente cair na real. Como no começo era só um projeto solo meu (Orsi) por muito tempo a gente andou nesse modelo. Começamos a ter um lugar próprio pra ensaiar e se reunir, apelidamos de “Estufa” e a partir daí começamos cada vez mais ficar mais próximos.
Com o passar do tempo, dos roles e mais roles caóticos e shows eu percebi que o modelo de artista solo não fazia sentido pra mim naquele momento. Então num ensaio aleatório eu fui e anunciei que tava transformando aquilo numa banda. Todos aceitaram muito bem. Foi mais simples do que eu imaginava. Já que a gente já fazia tudo como uma banda, então foi algo mais pra oficializar.
A partir disso, todos ganharam ainda mais espaço artístico e em cada personalidade dentro e fora do palco. Só acrescentou mais no nosso trabalho.
Miguel - A sintonia, a amizade, as visões parecidas, o gosto musical, e a apreciação pelas habilidades musicais de cada um, sempre pareceu perfeito demais desde o início.
Submundo do Som - O nome “Palhaços da Cidade” chama atenção. De onde surgiu essa escolha e o que ele simboliza pra vocês?
Orsi - Bom, essa é uma pergunta bem curiosa. Vou contar sobre o meu ponto de vista (Orsi)… Desde que a gente começou eu ficava com essa “pira” de nome e tals. Não achava que só o meu nome “Augusto” tinha muita força, muito menos “Gabriel Augusto”. Então resolvi tentar colocar nos moldes onde meu nome apareceria e logo depois o nome da banda de apoio.
Por incrível que pareça os Palhaços quase tiveram o nome “Orsi Brothers”. Juro, foi por muito pouco.
Enfim, eu queria levar pra esse lado de artista com nome de banda de apoio, pique “ Tim maia e a Vitória Régia ou sla, “Sophia Chablau e uma enorme perca de tempo”.
Então numa conversa a gente tava falando que tava bem ruim só “Orsi”. Então tentamos pegar algo de uma música minha. Ficamos pensando e testando muita coisa, Foi aí que o o miguel lembrou do refrão de “Palhaço”, onde tem o verso “Viro palhaço da tua cidade!”.
Então chegamos no consenso que o nome de apoio seria “Orsi e os Palhaços da Cidade”. Meses depois eu nomeei a gente uma banda, então como conclusão acabou ficando apenas “Palhaços da Cidade”.
Agora a simbologia… pelo menos pra mim o símbolo palhaço é algo tão simples e complexo ao mesmo tempo. É um cara que faz as pessoas sorrirem, ter aquilo com a vida, mas também tem o sentido de ser “Otario, idiota”. Pra mim a gente consegue colocar muito bem esses dois sentidos na banda. Até porque a gente tem um humor bem caótico, nós somos pessoas realmente agitadas e explosivas. Mas também muitas vezes a gente já se sentiu excluído, não valorizado e tudo mais.
Inclusive uma coisa interessante…A gente brinca que temos alter egos. Eu e o Miguel sabemos EXATAMENTE a linha onde cada um começa e acaba. Me chamo Gabriel Augusto, meu alter ego é o Orsi… o do miguel é o Copas.
Então a partir disso, a gente viu algo a mais. Tínhamos um nome chamativo e representativo e o palco sempre foi onde os nossos alter egos tomavam conta da coisa toda. Foi aí que tivemos a ideia de se maquiar. É como se não fosse o Gabriel Augusto e o Miguel no palco, na verdade é o Orsi e o Copas no único lugar onde eles podem respirar. Nossa maquiagem simboliza isso, junto com os nossos nomes e o termo “Palhaço da Cidade”. Já a a cidade é o simbolismo do meio ao nosso redor, o sistema, as pessoas, nós mesmos.
Athena - Na minha visão a simbologia do palhaço é muito forte em várias vertentes, da mais superficial, que seria um mero símbolo de comédia, até a de um trabalhador que raramente é feliz nesse mundo capitalista, onde o seu trabalho é justamente levar a felicidade pras pessoas, e isso vem desde os bobos da corte, que muitos eram vistos como malucos mas eram extremamente experientes nas suas funções. A imagem do palhaço no geral acho algo super contracultural.
Miguel - Surgiu de uma das nossas músicas chamada “palhaço” foi nosso primeiro “hitzinho” no nosso ciclo social e a primeira promessa do nosso baralho de cartas, quando decidimos transformar o projeto em banda oficialmente foi o primeiro nome que surgiu que todos aprovaram e desde então descobrimos a estética e identidade visual da banda
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| Foto: Divulgação |
Submundo do Som - Quais as influências do Palhaços da Cidade? O que vocês curtem ouvir e o que acaba indo, como referência, para o som de vocês?
Orsi - Olha eu sou bem eclético até. Mas estou passando por uma fase que estou apaixonado por Los hermanos, Os mutantes, David Bowie, O Terno, Hoze, Cícero, Atarashii Gakko e por aí vai. Posso dizer que a primeira coisa que me pega é a letra, a forma com que ela flui e se dispõe na harmonia. Muito disso, vem da minha necessidade de contar histórias e enredos.
Athena - Todos nós somos muito ecléticos e trazemos em discussão pra banda os elementos mais variados. O nosso som em sj é muito inspirado em bandas brasileiras como Lagum e Los Hermanos, mas nenhum de nós tem medo algum de experimentar com uma sonoridade mais shoegaze aqui, tropicalista ali, e muitas composições do Orsi tem uma pegada muito mais intimista do indie folk, por exemplo.
Rick - Eu tenho como influências Queens Of The Stone Age, King Crimson, The Strokes, Aphex Twin e Nine Inch Nails! basicamente tudo que é rápido e caótico.
Miguel - TODAS! cada integrante tem um gosto muito diferente uns dos outros, mas todos também são ecléticos o suficientes pra aceitar ideias e referências de diversos gêneros musicais, e isso acaba sendo nosso maior obstáculo de não conseguirmos nos enquadrar em um estilo específico, temos músicas com identidades muito diferentes e acho que isso é o chame da banda
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| Foto: Divulgação. |
Submundo do Som - A sonoridade da banda passeia pela mistura Rock, Funk, Ska, Reggae, Folk e MPB. Como conseguem equilibrar tantas influências sem perder a identidade própria?
Orsi - Bom, acho que o melhor começo pra isso é a gente saber que não é como se a gente não fosse tudo isso em uma coisa só. Não estamos querendo atirar pra todos os lados, só estamos querendo ser e transparecer o que necessitamos e da forma que necessitamos, sem padronização ou rótulos . Tudo é amarrado muito bem, por exemplo, o repertório que estamos tocando nos shows atualmente pende muito pro indie rock, contudo, temos músicas que começam quase como um metal e vira um baião no meio, sabemos que isso choca e esse é o objetivo. Claro, estamos introduzindo essas músicas pouco a pouco pra não causar estranheza, além de tudo temos muito bem pincelado o que, onde e quando cada traço disso vai aparecer em nossa discografia pra que faça sentido e não seja bagunçado.
Rick - Por mais que cada membro tenha influências bem distintas, na maioria das vezes temos uma visão clara do que queremos e sempre buscamos fazer algo novo que reflete o que somos sem virar uma bagunça.
Miguel - Sinceramente não sei, tudo acontece tão naturalmente e ninguém tem medo de se aventurar em influências distintas, a harmonia e sintonia da banda faz o trabalho automaticamente.
Submundo do Som - Uma parada interessante é que cada integrante vem com uma bagagem musical alternativa forte. O que cada um trouxe de mais marcante para o som da banda?
Orsi - Olha, eu posso dizer que a minha maior contribuição são as letras. Faço questão de fazer todas, criar personagens, tentar não cair na mesma coisa de sempre, deixar a minha verdade nua e crua ali, muitas vezes até demais. Por isso, acredito que ainda posso vir até um destaque maior visando um cenário expansivo. Porém, também sou eu quem faço as melodias vocais, harmonias e alguns arranjos de metais.
Rick - Na minha visão eu trago um traço mais pesado e às vezes até incomum pras composições, sempre tentando buscar algo fora do normal que quebre a expectativa do ouvinte.
Miguel - Copas trouxe o ritmo com influências do rap e do metal. Orsi trouxe a poesia e os arranjos impressionantes com influências em Los Hermanos. Valete tem o molejo do rock e metal nas ambientações. Athena faz linhas complexas e imoressionantes como na MPB e no underground.
Submundo do Som - Campinas e região têm uma cena alternativa rica, mas muitas vezes invisibilizada. Como vocês enxergam esse cenário hoje?
Orsi - Realmente, a gente tá falando de uma cidade que tem uma das maiores universidades da américa latina, onde tudo acontece (ou deveria), talentos pulsando pelas ruas, uma estrutura feita pra arte expandir e virar uma coisa viva. Porém, essa invisibilidade que você comentou, na minha opinião tem a ver muito sobre os artistas em questão não buscarem uma união em comunidade. As pessoas gostam de panelinha, eu admito, até eu curto uma panelinha; mas quando se trata da nossa arte, do nosso trampo e sustento a gente tem mais é que se unir. Coisa que eu não vejo acontecer, principalmente no cenário de bandas . Tem muito disso das bandas competirem entre si, um puxa tapete de lá e cá, fofocas que ninguém nunca sabe se é verdade ou não. Isso enfraquece a cena artística de Campinas.
Inclusive, eu tô muito feliz porque eu realmente sinto que os Palhaços tem cada vez mais quebrado essas barreiras. A nossa chamada “Estufa” é o símbolo disso, dessa comunidade onde o intuito é dar esse espaço confortável pra cada banda autoral da região e unir todo mundo. Sem esse papo de competição.
Estamos cada vez mais parceiros de bandas como a Sammar, Sutiã rasgado, Mangrove dogs, Hoze, Cosmus e por aí vai. Só queremos conhecer, nos aproximar de mais bandas e montar logo um movimento da nova geração.
Rick - A cena de campinas é uma cena jovem que está crescendo rapidamente, etc, etc.
Miguel - Um desafio, mas não acho que precisamos nos limitar na cena de campinas apenas, estamos crescendo em um ritmo muito bom nos últimos tempos e estamos sendo reconhecidos por pessoas de várias cidades e estados diferentes, o streaming e as redes sociais tornam possível superarmos esse desafio.
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| Foto: Divulgação |
Submundo do Som - Palhaços da cidade já tocou em festivais, bares e casas de show importantes do interior paulista. Qual foi a apresentação mais memorável até agora?
Orsi - Sim, a banda tem rodado bastante. A gente não tem isso de tocar só em casa de shows. A gente ainda toca em todo tipo de lugar. Porém,
acho que os lugares de destaque podemos falar sobre o Brasuca, já tocamos lá algumas vezes, no festival “Reviva” (tal festival idealizado e organizado por mim, Orsi), colocando mais de 200 pessoas pra ouvir todo mundo. Na Arautos da paz, a gente nem imaginava que o público ia aparecer em peso. Só dava pra ver as pessoas pintadas de palhaço. A concha acústica de Campinas, foi também memorável demais; realmente um sonho realizado. O show na Mutantes, uma casa underground muito maneira, topamos com o baixista do Planet Hemp e trocamos aquela ideia com o cara;
A participação no festival “Brasadelic”, com a banda Hoze. Posso falar por mim (Orsi) que sempre tive eles como referência. Os caras cada vez mais tem nos apadrinhado. E claro os dois shows na estação cultura, no festival Mopemuca. Sem dúvida um dos shows mais importantes pra gente, abriu muitas portas e acredito eu que foi uma das primeiras vezes que nos sentimos naquele papo “estão nos conhecendo, meu deus!”. OBS: Encontramos a GGG, Giovana Moraes, e vey, como dizer o quanto ela gente boa e foda?!
Rick - Pra mim foi a apresentação na primeira edição do Canalhafest em abril. foi um dos meus primeiros shows e eu estava muito nervoso. mas no fim a galera curtiu demais e tudo deu certo.
Miguel - Todas são memoráveis em diversas maneiras, mas o nosso lema que mantemos em mente o tempo todo é que nosso melhor show sempre será o próximo
Submundo do Som - E a mais difícil? Teve alguma situação de perrengue de bastidores que marcou a caminhada?
Orsi - Olha, mesmo a gente tendo, de certa forma, pouco tempo de banda e estrada a gente já passou sim por alguns perrengues. Todos os shows que eu comentei até agora foram shows em Campinas, mas a gente já carimbou os palhaços algumas vezes por São Paulo e outras cidades. O primeiro show em Sp nossa van quebrou no meio do caminho, com hora contada. Ali a única coisa que dava pra fazer era zoar no meio da avenida e rir da cara um do outro. No final, por sorte a gente conseguiu pegar uma segunda van (no limite de tempo). Agora, especificamente pra mim, Orsi… De longe o maior perrengue foi quando tivemos dois shows no mesmo dia. Um em Campinas e outro num concurso em São paulo.
Eu juro!!!! eu passei 4 meses com a voz tinindo pra na mesma semana dos shows minha voz SUMIR!! eu fiquei afônico e tive que ir na base do esforço mesmo.
O primeiro show foi na concha acústica, onde minha voz já não saía direito mas consegui desviar até que bem dos apuros, o problema era o segundo; pois tínhamos que ir MUITO bem pra ser selecionado. Eu entrei em pânico porque eu simplesmente não conseguia falar, quando fui tentar no camarim eu comecei a cuspir sangue e tudo mais. No final das contas eu fui, subi no palco e fiz o que eu tinha que fazer. Depois do último acorde da última música eu desmaiei, foi até bem poético. Não passamos em primeiro lugar, mas ficamos em top 16 entre mais de 400 bandas.
Miguel - Shows importantes como no da concha acústica que os equipamentos falharam e coisa e tal, mas nos sempre lidando muito bem com esses episódios e nunca abaixamos a cabeça.
Submundo do Som - A banda comentou que não quer ser esquecida daqui a 100 anos. Que tipo de legado gostariam de deixar na música?
Orsi - Gostaríamos de ser lembrados como alguém que acreditou até o final no nosso potencial. Que fez de tudo pra estar onde está, que cada acorde, pulo, verso e grito não foram e nem são a toa. Queremos ser lembrados como a nova geração que todos duvidaram, mas se calaram no final. O negócio não é onde chegamos, mas a coragem e a determinação que nos manteve de pé até onde deu. A diferença que nos faz quem somos.
Miguel - Nossas histórias e sentimentos.
Submundo do Som - A música de vocês busca transmitir mensagens fortes. Qual tema ou letra vocês consideram mais impactante até agora é que o público deveria dar uma atenção maior?
Orsi - Eu particularmente, como letrista da banda não sou muito de colocar nossas letras em prateleiras. Não gosto de falar o que são e o que não são. Claro, cada coisa tem seu peso pra mim. Mas não é como se isso não fosse se transformar pras outras pessoas. Nossas letras vão do simples verso cantado lembrando da liberdade de cada um, até histórias irônicas e ácidas (com um pingo de dúvida, o eu-lírico sou eu que canto? é realmente um o personagem ? ou ambos ao mesmo tempo?).
No momento já temos bastante material, nem 1/3 é o que tocamos no repertório. Então vou falar sobre as que estão já presentes.
Coloco como evidência a música “Palhaço”, que inclusive é nosso primeiro single. Ela diz sobre alguém tão disposto a ser tudo que a outra quiser, fazer o impossível cegamente pra estar com a outra. Um tanto quanto destrutivo - “Me enfaixo pra ser só seu nessa vida egoista”, “Ignorei as mentiras de todos os meses que deram errado”, “Viro o palhaço da tua cidade”.
Miguel - O projeto da Calliope.
Submundo do Som - Quais os projetos para o futuro? O que o público pode esperar de novidade do Palhaços da Cidade?
Orsi - Tem muita coisa vindo por aí! Além da nossa disposição infinita pra agregar com outras bandas, o público pode esperar não só esse primeiro single, mas além disso. A partir do momento que começamos não vamos parar de lançar. Agora é o momento de deixarmos nosso carimbo nos streamings também.
Rick - DOMINAÇÃO MUNDIAL, VAMOS INSTAURAR A PALHAÇOCRACIA 😈😈
Miguel - Muitos lançamentos a caminho! não só no áudio como no visual também!
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